Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, encerra o Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira 2018

Festival divulga vencedores da Mostra Competitiva Brasil na quarta, 28 de novembro

Na próxima quinta-feira, 28 de novembro, às 18h, o Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira 2018 chega ao fim de mais uma edição, com a exibição do longa-metragem de Renée Nader Messora e João Salaviza, Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, seguida de cerimônia de premiação da Mostra Competitiva Brasil, na Cinemateca Capitólio Petrobras, com entrada franca.

Vencedor do Prêmio do Júri da seção Um Certo Olhar no Festival de Cannes e Prêmios de Melhor Fotografia no Festival do Rio de 2018, Ihjãc é um jovem do povo Krahô, aldeia indígena localizada em Pedra Branca, no interior do Brasil. Depois de ser surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, comemoração tradicional da comunidade. O filme contou com os membros da comunidade de 3.500 no interior do Tocantins, interpretando eles mesmos e falando em seu próprio idioma.  Chuva é cantoria na aldeia dos mortos foi filmado durante nove meses.

Logo a seguir, na premiação do CEN 2018, as 39 obras da Mostra Competitiva Brasil concorrem ao Grande Prêmio Cine Esquema Novo. A comissão julgadora é formada pelo jornalista e programador Leonardo Bom Fim, a artista e mestre em Poéticas Visuais, Romy Pocztaruk e atriz-bailarina, pesquisadora e professora, mestre em Performance Artística Renata de Lélis.

O vencedor do Grande Prêmio Cine Esquema Novo recebe o troféu, confeccionado pelo artista Luiz Roque, e levará para casa R$ 7 mil em locação de equipamentos da Locall. O júri também elegerá até cinco prêmios de escolha livre.

A cerimônia também premiará o espectador mais assíduo desta edição, uma homenagem ao filósofo e historiador Décio Andriotti, referência na pesquisa da história da música erudita no Rio Grande do Sul, e uma figura constante na programação do Cine Esquema Novo, com o Prêmio Cadeira Cativa. Falecido em abril deste ano, Décio era presente e muito assíduo, acompanhava toda a programação do festival desde seu início. Estava sempre com seu caderno fazendo anotações sobre os filmes, participava dos debates e interagia sempre que possível com os realizadores. O participante mais assíduo e que publicar a maior cobertura em suas redes sociais, receberá um presente do Studio Leo Zamper.

Com financiamento do edital de apoio a festivais e mostras do Ministério da Cultura / Secretaria do Audiovisual, o Cine Esquema Novo 2018 ocorre na Cinemateca Capitólio e Goethe-Institut Porto Alegre. O CEN é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem, em co-realização com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre através da Secretaria Municipal da Cultura e Cinemateca Capitólio Petrobras e Goethe-Institut Porto Alegre, apoio institucional TECNA PUCRS, apoio de premiação da Locall e apoio Prime Box Brazil, Unisinos FM, Grupo RBS, Studio Leo Zamper,rogerlerina.com.br e Ocupação Utopia e Luta. Mais informações, acesse: www.cineesquemanovo.org | www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cineesquemanovo

 

Saiba Mais

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, 2018, 114min
Classificação Indicativa 10 anos
Elenco: Henrique Ihjãc Krahô e Raene Kotô Krahô

Não há espíritos ou serpentes nesta noite e a floresta que envolve a aldeia está tranquila. Ihjãc é um jovem indígena krahô, do norte do Brasil, e tem pesadelos desde que perdeu o pai. É hora de organizar a cerimônia funerária para o espírito poder partir para a aldeia dos mortos. O luto deve cessar. Negando seu dever e querendo escapar de um processo de se tornar um xamã, Ihjãc foge para a cidade. Longe de seu povo e de sua cultura, ele enfrenta a realidade de ser indígena no Brasil contemporâneo.

Vencedor do Prêmio do Júri da seção Um Certo Olhar no Festival de Cannes, Prêmio de Fotografia e Direção no festival do Rio 2018

Direção e Roteiro: Renée Nader Messora e João Salaviza
Produção: Entrefilmes, Karõ Filmes, Material Bruto
Produtores: Ricardo Alves Jr, Thiago Macêdo Correia, João Salaviza, Renée Nader Messora
Fotografia: Renée Nader Messora
Montagem: João Salaviza, Renée Nader Messora, Edgar Feldman
Elenco: Henrique Ihjãc Krahô e Raene Kotô Krahô
Distribuição no Brasil: Embauba

 

Grande Prêmio Cine Esquema Novo 2018

Prêmio:

Local
- R$ 7.000,00 (sete mil reais) em aluguel de equipamentos

Jurados

Leo BomFim - Jornalista carioca radicado em Porto Alegre, é programador da Cinemateca Capitólio Petrobras (desde 2015) e da Sala P. F. Gastal (desde 2013).  Editor do siteFreakium (2004-2007) e do fanzine de crítica de cinema Zinematógrafo. Codiretor do documentário Nas paredes da pedra encantada (2011) sobre o disco Paêbirú, de Lula Côrtes & Zé Ramalho. Compositor e guitarrista na banda do cantor psicodélico gaúcho Plato Divorak. 

Renata de Lélis - atriz-bailarina, pesquisadora e professora, mestra em Performance Artística – Dança na FMH-Lisboa. Atua como atriz de teatro e audiovisual desde 2005, tendo recebido cinco prêmios em festivais ao longo de sua carreira. É membro do COLETIVO HABITANTES, coletivo interdisciplinar que pesquisa corpo e tecnologia desde 2015. Com o videoarte “Onda”, produzido pelo coletivo, participou do FILE - SP, em 2016 e 2017 e no Live Cinema Festival, Itália, em 2016. Em 2018 o coletivo participa do Kino Beat com a video-instalação “Beej”.

Romy Pocztaruk - mestre em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Seu trabalho lida com simulações e com a posição a partir da qual o artista interage com diferentes lugares, e com as relações possíveis a partir do cruzamento de diferentes campos e disciplinas (como ciência e comunicação) com o campo da arte, gerando resultados poéticos em diferentes meios e suportes. Realizou exposições individuais no CDF Centro de Fotografia de Montevideo (2016), Centro Cultural São Paulo (2015), SIM Galeria (2014), Galeria Gestual (2014) e Instituto Goethe POA (2013). Entre as principais mostras coletivas das quais participou estão: 11ª Bienal do Mercosul (2018), Porto Alegre; Panorama da arte brasileira (2017), MAM, São Paulo; Uma coleção particular (2015). Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; 31ª Bienal de São Paulo (2014)BRICS (2014), Oi futuro flamengo, Rio de Janeiro, Brasil; Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais (2011-13), Itaú Cultural, São Paulo/Rio de Janeiro/Goiânia, Brasil; 9ª Bienal do Mercosul (2013), Porto Alegre

Também realizou residências no Bronx Museum (Nova York), pela Bolsa Iberê Camargo de residências artísticas; China (Sunhoo Creatives in Residency), Berlim (Takt Kunstprojektraum) e Instituto Sacatar na Bahia

 

Encerramento Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira 2018
Quarta-feira, 28 de novembro
18h – Exibição de Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza
20h – Cerimônia de Premiação mostra Competitiva Brasil
Cinemateca Capitólio - Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico
Entrada Franca

COMPARTILHE
CLANDESTINA