Confira a programação completa da Mostra Competitiva Brasil do CEN 2018

A Mostra Competitiva Brasil do Cine Esquema Novo conta com 39 obras entre filmes, vídeoinstalações e vídeoperformances. As exibições ocorrem na Cinemateca Capitólio Petrobras e no Goethe Institut Porto Alegre.

CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS

 

TODOS OS  DIAS
De segunda a sexta, das 9h às 21h, e sábado e domingo, das 14h às 21h

À Cura do Rio
Mariana Fagundes
2018, 18min

Um velho conhecido da etnia Krenak, o Watú - famoso Rio Doce - está doente. Através de um ritual xamânico, corpo e natureza se unem para um diálogo profético que enxerga a catástrofe, mas também a salvação do rio.


 

QUINTA, 22 DE NOVEMBRO

21h - A Cidade dos Piratas
Otto Guerra
2018, 83min

Um diretor de cinema se vê diante de uma situação complexa no meio da produção do seu longa: o autor da história passa a negar os Piratas do Tietê, personagens principais da trama já quase pronta.  Em uma tentativa desesperada de salvar sua produtora e o filme, ele decide contar seu drama, criando um labirinto caótico entre a ficção e a vida real.


 

SEXTA, 23 DE NOVEMBRO

19h - Supecomplexo Metropolitano Expandido
Guerreiro do Divino Amor
2018, 7min

O Supercomplexo Metropolitano Expandido é uma máquina superficcional de poder, sucesso e expansão.

19h - Terremoto Santo
Barbara Wagner e Benjamin de Burca
2017, 19min

Em Terremoto Santo, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca estabeleceram parceria com uma gravadora de música gospel da cidade de Palmares, em Pernambuco, a fim de tratar dos aspectos sociais e estéticos da prática pentecostal. A liturgia dos cultos evangélicos é especialmente musical nessa região da Zona da Mata, marcada pela história da cana-de-açucar e habitada por jovens que buscam nos cantos de louvor uma forma de trabalho.

19h - O Peixe
Jonathas de Andrade
2017, 23min

Uma vila de pescadores com o ritual de abraçar os peixes na hora de pescar. Um abraço limite – rito de passagem – onde o homem retoma sua condição de espécie e, olho no olho diante de sua presa, a acalma através de uma ambígua sequência de gestos: afeto, solidariedade e violência. O sonho romântico da comunidade em harmonia com o seu entorno atesta a falta de conexão do homem da cidade com a natureza que está ao seu serviço. A naturalidade da dominação esconde a espinha dorsal desta relação, constituída pelo constante exercício da força, poder, devoração.

19h - Frequências
Adalberto Oliveira
2017, 191min

Na retina, raios luminosos que giram revelam um mundo novo.

21h - Inferninho
Guto Parente e Pedro Diógenes
2018, 82min

A Deusimar é dona do Inferninho, um bar escuro e degradado que é refúgio de sonhos e fantasias. Seu sonho é deixar tudo para trás e ir embora para qualquer lugar distante, o mais longe possível daquele lugar. Apaixonar-se por Jarbas, o marinheiro bonito que chega ao bar, sonhando em encontrar um lar, vai mudar completamente sua vida e a vida dos empregados do bar: Luizianne, a cantora; Coelho, o garçom; e Caixa-Preta, a faxineira.

 

SÁBADO, 24 DE NOVEMBRO

15h - Majur
Rafael Irineu
2018, 20min

Conheça Majur, chefe de comunicação de uma aldeia no interior de Mato Grosso. O documentário mostra um recorte de um ano de sua vida.

15h - IMO
Bruna Schelb Corrêa
2017, 67min

Três mulheres, em meio a ações cotidianas, são transportadas a um mundo onírico regido por suas memórias. Memória é lugar de voltar, ainda que doa.

17h - Entre Parentes
Tiago de Aragão
2018, 27min

Um ano após impeachment presidencial, Brasília recebe a maior mobilização indígena durante a 14ª edição do Acampamento Terra Livre, no final de abril. Enquanto isso, na mesma Esplanada dos Ministérios que abriga barracas de povos indígenas de todo o Brasil, parlamentares articulam uma agenda de retrocessos à causa indígena. Os parentes não deixarão de lutar.

17h - Galinhas no Porto
Caioz e Luís Henrique Leal
2018, 20min

B. é um pesquisador.
Ele parte em viagem em busca do farol.
Encontra a escuridão.
Como tocar as histórias não escritas dos que vieram antes de nós?

17h - Latossolo
Michel Silva dos Santos
2017, 18min

A relação do homem com seu ambiente natural, e a ocupação de uma cidade localizada sobre o latossolo vermelho amarelo.

17h - Estamos Todos Aqui
Chico Santos e Rafael Mellim
2018, 20min

Rosa nunca foi Lucas. Expulsa de casa, ela precisa construir seu próprio barraco. Enquanto isso, um projeto de expansão do maior porto da América Latina avança, não só sobre Rosa, mas sobre todos os moradores da Favela da Prainha.

17h - Sobrado
Renato Sircilli
2018, 22min

As cicatrizes nos corpos de quatro mulheres marcam um passado difícil de esquecer. Quando algo desconhecido toma a casa delas na véspera de uma grande festa, a segurança delas é colocada à prova. Elas não estão mais sozinhas.

19h - Título Provisório Para Obras de Formação Indeterminada
Marcelo Birck
2018, entre 10 e 20min

Trata-se de uma performance realizada em tempo real, utilizando diversos formatos de projeção: animações feitas à mão em super-8, antigas lâminas de lanterna mágica, slides encontrados e sombras em retroprojetor. O som é gerado a partir de um processo similar à montagem do cinema, transposto para outro material: vinis cortados a laser e recolados. 

19h50 - Ilhas Ressonantes
Juruna Mallon
2017, 41min

"Ilhas ressonantes" oferece uma olhar íntimo sobre música de Éliane Radigue, pioneira francesa da música minimalista e eletroacústica. O filme explora a singularidade sensorial de seu universo sonoro, onde ensaios e concertos também se transformam em rituais meditativos, gerando através da escuta uma intensa experiência interior.

19h50 - A Casa
Camila Leichter
2017, 13min

A realização da imagem, que não consegue escapar da condição da ação, acaba por produzir um olhar de fora para dentro e de dentro para fora, um duplo que articula a temporalidade de um acontecimento, A CASA habitada pela sua ruína.

21h - Azougue Nazaré
Tiago Melo
2018, 82min

Num imenso canavial que parece não ter fim, o vento forma ondas na cana-de-açúcar, como se fosse o mar. Um Pai de Santo pratica um ritual religioso com cinco caboclos de lança. Os caboclos ganham poderes, incorporam entidades e desaparecem. A cidade de Nazaré da Mata testemunha acontecimentos misteriosos. Fenômenos sobrenaturais assombram a cidade, deixando a população em sobressalto. Numa casa isolada, no meio do canavial, moram o casal Catita e Irmã Darlene. Catita esconde de sua esposa que participa do Maracatu. Darlene é fiel da igreja do Pastor Barachinha, um antigo mestre de maracatu convertido à religião evangélica, que se vê na missão de expulsar o demônio do Maracatu, evangelizando toda a cidade. Irmã Darlene descobre que Catita está envolvido com o Maracatu e o obriga a seguir os passos do Pastor Barachinha e se converter ao evangelismo.

 

DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO

15h - Música Para Quando as Luzes se Apagam
Ismael Caneppele
2017, 70min

“Música para quando as luzes se apagam” é um documentário que flutua na fina borda entre ficção e realidade. Uma autora chega em uma pequena vila no sul do Brasil, com a intenção de transformar a vida de Emelyn em uma narrativa ficcional. Quanto mais a autora provoca Emelyn com suas câmeras, mais Emelyn se torna Bernardo, um adolescente dividido entre viver o seu desejo e continuar desejando.

17h - Era Uma Vez Brasília
Adirley Queirós
2017, 99min

Em 1959, o agente intergaláctico WA4 é preso por fazer um loteamento ilegal e é lançado no espaço. Recebe uma missão: vir para a Terra e matar o presidente da República, Juscelino Kubitschek, no dia de inauguração de Brasília. A sua nave perde-se no tempo e aterra em 2016, em Ceilândia. Essa é a versão contada por Marquim do Tropa, ator e abduzido. Só Andreia, a rainha do pós-guerra, poderá ajudá-los a montar o exército para matar os monstros que habitam hoje o Congresso Nacional.

19h - Os Sonâmbulos
Tiago Mata Machado
2018, 110min

Era um pequeno grupo de demolidores de mundo. Perdidos na multidão, mas ligados uns aos outros, viviam na solidão da clandestinidade, às voltas com suas contradições: amavam a vida humana, mas desprezavam a própria vida. Estavam prontos ao sacrifício. Niilismo, melancolia, traição, desespero: consciências trágicas em uma longa viagem ao fim da noite. Um conto de amor e de morte em um mundo em que o estado-de-exceção veio a se tornar regra e os últimos dias da humanidade não terminam nunca.

21h - profanAÇÃO
Estela Lapponi
2018, 25min

Cinco artistas - uma pessoa surda, duas pessoas com baixa visão, uma pessoa cadeirante e outra claudicante – deparam-se com um monte de perguntas, enviadas pelo público, que revelam todo um imaginário em torno de seus corpos.  Juntos, realizam um ritual de respostas poéticas e artísticas que vão além daquilo que se quer “ouvir”.  profanAÇÃO é performance em experimento cinematográfico. Este curta inicia uma pesquisa de inserção dos recursos de acessibilidade como parte da narrativa, a fim de promover uma experiência utópica de coexistência.

21h - B.U.N.I.T.A.S. [ce]
Estela Lapponi
2017, 20min

Esta instalação visual tem como inspiração o projeto #lambebuceta e uma frase do dramaturgo Nelson Rodrigues - “Uma boca aberta é meio ginecológica, madame... afinal, o dentista acaba sendo ginecologista." Obravídeoresposta à prática cirúrgica - ninfoplastia.

21h - Sr. Raposo
Daniel Nolasco
2018, 22min

Em 1995 Acácio teve um sonho. Ele andava de mãos dadas com um homem e uma mulher por um campo todo verde. 

 


SEGUNDA, 26 DE NOVEMBRO

19h - Num País Estrangeiro
Miguel Seabra Lopes, Karen Akerman
2018, 25min

Transcriação cinematográfica de texto censurado em 1968.

19h - Apenas um Gesto Ainda nos Separa do Caos
Yuri Firmeza
2017, 9min

A dimensão política e poética dos vulcões. De um lado, uma ameaça; de outro, sua conotação simbólica. Uma relação proustiana com o tempo, em que Madeleine se transforma na fumaça de um Gudang Garam ou na melodia de uma antiga lambada. 

19h - Sem título (5)
Maíra Flores e Luciano Scherer
2018, 5min

Sem título é um filme a partir da série de videoperformances realizadas nos últimos anos por Maíra Flores e Luciano Scherer - Filmes de Afogamento (Work in progress). Durante a primeira apresentação desses trabalhos, em 2015 na Fundação Ecarta, ocorre o afogamento do menino sírio-curdo Aylan Kurdi, encontrado na praia de Bodrum, na Turquia, quando em uma tentativa de imigração. O corpo da criança choca, pois ninguém espera vê-la, tão jovem, morta. Desde então, os corpos continuam chegando.
A nova política anti-migração é um dado contemporâneo que alastra-se pelos continentes, fruto de uma memória seletiva, que comumente ignora sua própria história e existência enquanto cultura. O maior fluxo migratório da história da humanidade ocorre no século XIX, quando os europeus migram massivamente para o continente americano. Atualmente, as migrações, que seguem um movimento ondulatório através dos tempos, retornam à Europa. E com ela, os corpos. A imagem da morte, na cultura ocidental, tende a ser afastada de nosso olhar, quando relativa ao próximo, e ao mesmo tempo banalizada, quando do outro. De forma geral, é essencialmente uma imagem que não queremos ver. Então retornar com a imagem da morte, para que relembremos. E assim possamos pensar a nossa existência e suas condições. "Memento Mori", ou lembra-te que morrerás. Tu e eles.

19h - El Meraya
Melissa Dullius e Gustavo Jahn
2018, 19min

A máquina do tempo funciona sobrepondo enigmas, materializando o passado e projetando o futuro. Todas as imagens, anteriores e posteriores, encontram-se para sempre impressas, como os fotogramas em um rolo de filme.

19h - Nome de Batismo - Alice
Tila Chitunda
2017, 25min

40 anos depois do início da Guerra Civil de Angola, Alice, a única filha brasileira de uma família Angolana, vai pela primeira vez à terra natal de seus pais, atrás das histórias que motivaram seus pais a lhe batizarem com esse nome.

21h - Sol Alegria
Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira
2018, 90min

Enquanto o país está sob o jugo de uma junta militar e pastores corruptos pregam o apocalipse, uma família excêntrica e sem lei – uma espécie de “Bonnie & Clyde” com adolescentes – viaja pelo interior do Brasil. Seu primeiro objetivo é entregar uma remessa de armas a um grupo de freiras militantes que se retiraram para a selva, vivendo da renda de sua plantação de cannabis. Mas seu objetivo final é chegar à salvo na aldeia da Falange Sol Alegria.

 


TERÇA, 27 DE NOVEMBRO

19h - Tinta Bruta
Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
2018, 117min

Enquanto responde a um processo criminal, Pedro é forçado a lidar com a mudança da irmã para o outro lado do país. Sozinho no escuro do seu quarto, ele dança coberto de tinta neon para milhares de estranhos que o assistem pela webcam.

21h - BLANK Damour
Ali Khodr, Camila Leichter e Mauro Espíndola
2018, 28min

Fotografias, objetos, brinquedos da infância, livros e desenhos são retirados do seu lugar habitual, uma cristaleira da casa, para colocar em movimento os gestos de um ato de retorno entre três pessoas que tentam estabelecer vínculos perdidos nas temporalidades intangíveis dos lugares e estradas do Monte Líbano.

21h - Princesa Morta do Jacuí
Marcela Ilha Bordin
2018, 17min

O arqueólogo Margot Moreira retorna ao lugar onde nasceu, a zona de exclusão chamada Depressão Central. Lá, o sol nunca para de brilhar.

21h - Heart of Hunger
Bernardo Zanotta
2018, 29min

Assombrados pelo fantasma de um amor perdido, dois amigos viajam de barco e jogam jogos de luxúria e sadismo. Entre lamentos e desejos secretos, novas figuras emergem. Eles perdem um ao outro, eles encontram um ao outro; O coração é um caçador solitário.

21h - Inconfissões
Ana Galizia
2017, 22min

Luiz Roberto Galizia foi uma figura importante para a cena teatral nas décadas de 1970 e 1980. Foi, também, um tio que não conheci. Este documentário procura um resgate do vivido, a partir do registro feito em fotografias e filmes super 8 pelo tio Luiz e encontrado por mim 30 anos depois da sua morte.

 

 

GOETHE INSTITUT PORTO ALEGRE

De segunda a sábado, das 9h às 19h


Silêncios
Caio Casagrande
2017, 7min

Até os três anos de idade, eu não podia falar, tinha a língua presa. Depois que ela se soltou, algumas palavras continuaram retidas na garganta.

Bye Bye Deutschland
Barbara Wagner e Benjamin de Burca
2017, 21min

Lebensmelodie acompanha a vida de cantores de Münster que se tornanarm conhecidos como covers das vozes mais proeminentes de diferentes eras da música Schlager. Enquanto Markus ganhou reconhecimento pelos seus tributos para Udo Jürgens no Youtube (que introduziu a Chanson francesa no Schlager de 1970), Steffi executa o repertório de Helene Fischer, um ícone do Schlager contemporâneo que abriu o gênero para um padrão de Pop Global. O filme aborda o renascimento de uma indústria que, na imagem pública, está muitas vezes associada a um sonho de terras estrangeiras, textos simples com imaginário nacionalista ou um pesado sentimentalismo. Schlager como um gênero musical é tão difícil de definir quanto seria improdutivo simplificar os contextos em que foi produzido nos últimos 50 anos. Hoje o Schlager divide opiniões e toca tanto as gerações que o amam e aquelas que não.

26 Postais para Dica
Frederico Benevides
2018, 21min

Uma coleção de postais contam 30 anos de amizade entre Dica e Jacy. 

A Chinesa de Riad
Leonardo Amaral e Roberto Cotta
2018, 15min

Ele está apaixonado por sua “amiga chinesa”, com quem compartilha canções de amor.

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Roger Lerina